terça-feira, 26 de março de 2013

Ferreolinks da semana #8

Links para todos os cantos das notícias ferroviárias pelos blogs Internet afora.

Unbelieveable!

O último adeus aos carros Santa Matilde - Por Hélio Pessoa em Trem Noturno EFVM
Construindo a G-12 7054 da Brasil Ferrovias - por Marlus Cintra em Cartel Caipira
Abra a cerca, o trem (não) vem aí! - Por Ralph Menucci em Blog do Ralph Giesbrecht
Bondes de Santos - Breve histórico II - Por Thales Veiga em O Blog Ferroviário
Locomotivas Fairlie no Brasil - Por Thales Veiga em O Blog Ferroviário


E como bônus, mais uma matéria do Blog Ferroviário: As locomotivas GELSA do Brasil que foram parar na Bolívia!

domingo, 17 de março de 2013

Locomotivas da Rede Mineira de Viação - A outra face

Com o advento da tração diesel nas ferrovias do Brasil, na década de 1950, as locomotivas a vapor começaram a perder a aura e o prestígio tão atribuídos a elas nos anos já idos de operação nas linhas das companhias em que operavam. A explosão da industrialização no Brasil pregava a rápida e eficiente modernização de todos os setores da economia, indústria e serviços, estando as ferrovias como fazendo parte deste objetivo. Até o final da década de 1940, a tração elétrica e a vapor predominavam nas ferrovias do Sudeste e conviviam de maneira pacífica, sem maneira alguma de concorrência. A descoberta de petróleo no Brasil, mais especificamente em Mataripe, Bahia, no ano de 1948, foi o tiro inicial que deflagrou o boom da indústria automobilística e preparou o terreno para a chegada da tração diesel no Brasil.

Nas linhas de bitola métrica da Rede Mineira de Viação, as locomotivas a vapor conviveram pacificamente na tração com as locomotivas elétricas Siemens Schuckert Werke e as inglesas Metropolitan-Vickers até meados da década de 1950. A chegada do primeiro round de locomotivas EMD G8 aos depósitos de Angra dos Reis, Barra Mansa e Ribeirão Vermelho representou um duro golpe para a tração a vapor, que começou a ser considerada como secundária e já obsoleta, com a chegada das novas máquinas. Posteriormente, chegaram as famosas EMD G12, que vieram reforçar a frota dos trens de calcário compostas por suas homólogas de oito cilindros. Começou a retirada das locomotivas a vapor, que foram gradativamente sendo encostadas. A década de 1960 foi o auge dos sucateamentos. Os depósitos destruíam as velhas locomotivas e vendiam seus restos para ferros-velhos, fundições e centros de reciclagem. Na década de 1970, veio a ordem para que se limpassem os pátios. Locomotivas já em mau estado e vagões foram cortados ás dezenas ou simplesmente atirados no rio. Porém, enchentes jurássicas no depósito de Ribeirão Vermelho fizeram com que a oficina fosse evacuada e as atividades suspensas por lá, o que possibilitou que muitas locomotivas encerradas na rotunda fossem poupadas. No ano de 1977, o francês Patrick Dollinger fundou a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) no Brasil, empreendendo uma verdadeira cruzada em prol da história das ferrovias no país, que se encontrava acabando em pátios e desvios do país. Deu certo. Hoje, os frutos de seu trabalho podem ser vistos nas regionais da entidade em Campinas, Passa Quatro, São Lourenço, dentre outros, em que várias máquinas de "nossa" ferrovia, dentre outras, foram regatadas e restauradas para servir ao propósito para a qual foram criadas. As outras máquinas que não foram para as linhas turísticas se encontram em praças, mantidas como monumento da história da ferrovia na região. Porém, há mais por trás disso. A arqueologia industrial, aliada a relatos de pessoas que conviveram á época, mostra que ainda há muito mais a descobrir. Veja abaixo alguns exemplos de materiais rodantes de valor histórico que desapareceram, e quais suas suposições para seu estado atual.



Locomotiva RMV 120 (2-6-2)


As locomotivas Nº120, 121, 123 e 125 foram repassadas pela RMV á EFT na década de 1930. Anos depois, apenas a locomotiva Nº121 se encontrava operacional, tendo as locomotivas Nº123 e 125 destruídas ainda na década de 1940, e a locomotiva Nº120 tendo sido mantida encostada por longa data devido a uma rachadura na caldeira, só foi posta em operação no fim da década de 1950, e retirada de circulação com as outras, tendo desaparecido em seguida nas antigas instalações sem deixar vestígios. A imagem acima é de um jornal da década de 1970, que a mostra já baixada.

Locomotiva Nº209 (4-6-0)


O que se sucedeu á esta locomotiva é um tanto curioso. Na década de 1980, várias locomotivas da RMV que se encontravam no depósito de Ribeirão Vermelho foram doadas pela Rede Ferroviária Federal á ABPF e prefeituras que queriam as máquinas em praças. No meio do material que veio com a ABPF, estavam os restos da locomotiva Nº209. Supostamente seu tender foi cortado e a caldeira, se não teve mesma sorte, foi atirada ao rio. Hoje, o "fóssil" da locomotiva (conjunto motor) se encontra ao relento nos terrenos da ABPF em Anhumas. Foto da coleção de diversos colaboradores.

Locomotiva Nº217 (4-6-0)


Em 1973, um sucateiro desafiou os oficiais da Rede Ferroviária Federal ao dizer que poderia retirar qualquer locomotiva do interior da rotunda de Ribeirão Vermelho, que á essa altura já se encontrava fechada ás atividades desse tipo de profissional. Os ferroviários não deram bola para ele, e mantiveram a vigilância. Porém, isso não foi suficiente para impedir que esta ten-wheeler desaparecesse da rotunda. Não foram encontrados os vestígios característicos de corte de metal onde ela se encontrava, o que aumenta ainda mais o mistério. Foto da coleção de diversos colaboradores.
Locomotiva Nº221 (4-6-0)


Locomotiva Nº221 no virador das oficinas de Divinópolis, década de 1910 ou 1920. Segundo constam informações de ferroviários e moradores, a locomotiva RMV 221 e supostamente a Nº222 foram compradas pelo proprietário de um engenho em Ponte Nova - MG. Com o fim do mesmo, as máquinas foram transferidas para o sítio do dono em Catas Altas da Noruega, e guardadas lá. De acordo com o historiador Hugo Caramuru, alguém que visitou o local afirmou ter visto uma locomotiva com tal número em um galpão coberto nas cercanias, mas o proprietário morreu e a localização do sítio ainda é desconhecida. Acervo NEOM-ABPF.

Locomotiva Nº238 (4-6-0)

Locomotiva VFCO 237 nas manobras do pátio de Barra Mansa - RJ, década de 1970. Uma máquina-irmã, a RMV 238, sofreu um acidente ao cair de uma pirambeira no km 12, na linha entre Angra dos Reis e Barra Mansa, na década de 1940. Sua localização difícil e a falta de equipamento fizeram que os funcionários da RMV nem a pegassem de lá; foi deixada no fundo do precipício. Anos depois, uma locomotiva EMD G8 também caiu um pouco á frente e foi deixada lá. Foto da coleção de Hugo Caramuru.
Locomotivas de bitola estreita (0,76cm)

VFCO 18 (BLW 32877, de 1908)

VFCO 18 nas manobras do pátio de São João del-Rei, década de 1970. Essa pequena 4-4-0 foi vendida para o visionário José Vasconcelos para compor uma atração do parque temático da "Vasconcelândia", em Guarulhos. A ideia não foi adiante e a locomotiva desapareceu nos terrenos da companhia, que hoje pertencem á PANCO Alimentos, empresa do grupo AmBev. Foto de Charles Small.

Outras máquinas, sobretudo de bitola métrica, ainda podem estar por aí...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Happy Women Day!

Be specific, say Union Pacific!
Responsáveis pela humanidade, por esculpir a vida e assim constituir a sociedade. Lindas, firmes e meigas. Não, dessa vez não estou me referindo de maneira poética ou carinhosa a alguma locomotiva, mas sim, a aquelas nas quais a graciosidade das máquinas foram inspiradas. Parabéns a todas as damas, senhoritas e senhoras, desde Adão e Eva até os dias atuais fazendo nosso mundo ter algum motivo para se viver nele. 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

sábado, 2 de março de 2013

ALL, 16 anos!

Esta semana, a América Latina Logística (ALL) comemora 16 anos de existência. Mesmo com os tropeços, os acidentes e a má fama, o Minas's Trains parabeniza os valentes e nobres ferroviários que lá trabalham e se esforçam para levar o progresso sobre trilhos. Parabéns, ferrovia.


Nas fotografias abaixo, você pode ter um vislumbre da parte admirável dessa companhia que leva pessoas a andarem quase 20 km para fazer fotografias dos trens passando em paisagens maravilhosas.

Locomotivas AC44i da ALL e Rumo passando no trecho, em janeiro de 2013. Foto de William Molina.
O maquinista "Dacio Noel" lançando doces para as crianças no Natal, em dezembro de 2012. Foto de Daniel Kubaski Trevizan.
Parabéns, empresa!