quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Mulher de fases - Locomotivas MX620, da RFFSA/FCA

Não, não é a dama da música dos Raimundos. O trocadilho surgiu da mania dos ferroviários antigos de associar a beleza das locomotivas á graciosidade das mulheres que os cercavam. A parte "fases" já é bem mais fácil de entender, já que define o esquema de pintura de cada locomotiva, em diversas épocas, variando de acordo com a ferrovia na qual a mesma se encontrava sob operação. Confira abaixo como se deu a evolução de locomotivas de diversas máquinas com o passar dos anos. Em ferrovias diferentes, é claro.

Locomotivas MX-620, da RFFSA e posteriormente FCA

Locomotiva MX Nº6151 tracionando trem de pranchas na saída de túnel na antiga "linha do sertão", originalmente em bitola de 0,76m, convertida para métrica em 1966. Foto da coleção de Carlos Antônio Pinto.
As locomotivas MX-620 foram adquiridas pela RFFSA na década de 1980 para reforçar o transporte de minério na Rota do Calcário (Arcos - Lavras), e para se tornar uma opção a mais para a tração dos trens, junto com as G-8, G-12 e U20C. Quando chegaram, receberam o clássico padrão de pintura da RFFSA - Fase I, vermelho com detalhes em amarelo.

Aqui, locomotiva Nº6145 nas manobras, provavelmente em Gov, Valadares. Foto da coleção de Virgílio Vitalli.
Consta que algumas unidades de MX chegaram a receber a fase II de pintura, como a 6120 mostrada acima, parada na estação de Cana Verde. Foto da coleção de Carlos Antonio Pinto.
Em 1996, começou o processo de privatização da Rede Ferroviária Federal. As superintendências regionais SR-2, SR-7 e SR-8 ficaram para a recém-nascida Ferrovia Centro-Atlântica, que nem esquema de pintura tinha á época. Muitas foram as tentativas de se desenvolver uma pintura satisfatória, mas não deram resultado e acabaram sendo suplantadas.

Locomotiva Nº6113 nos testes para a pintura da nova ferrovia que surgia, em 1997. Este esquema vermelho não foi satisfatório á época e não foi adotado em outras máquinas. Foto extraída da Revista Ferroviária.
Anos depois porém, surge o belo esquema de pintura nas cores azul e laranja, sinônimo de Ferrovia Centro-Atlântica até os dias de hoje.

Locomotiva Nº6103 no cargueiro em Barra Mansa - MG, ostentando a clássica pintura da FCA - Fase I. Foto de Tharles Alves, em 2012.
Houveram tentativas de passar duas locomotivas MX para o trem de passageiros da Vale, na Cia. Vale do Rio Doce. Receberam pintura diferenciada as locomotivas Nº6169 e novamente a locomotiva Nº6113. A ideia não vingou.

Locomotiva Nº6169 na pintura especial para o Trem Expresso, o qual não chegou a tracionar efetivamente. Anos depois, essa máquina foi seriamente avariada em um acidente e baixada em Sete Lagoas - MG. Foto da Revista Ferroviária.
Em 2008, a FCA lançou uma nova logomarca e consequentemente nova pintura para seu material, dessa vez laranja com detalhes brancos.

Locomotiva Nº6166 com a pintura FCA - Fase II, em Lavras. Entre esse modelo de locomotiva, essa pintura não foi disseminada entre a frota, sendo já obsoleta pela nova pintura da Vale Logística Integrada. Foto de Paulo Figueiredo.
Hoje, a VLI (Vale Logística Integrada) está pintando algumas locomotivas da frota de MX's em sua nova disposição de pintura, sendo prateada com detalhes em branco, preto, azul e laranja. Apesar disso, ainda é possível ver MX's na Rota do Calcário rodando com pintura RFFSA, Trem Expresso (6113) e FCA - Fase I.

Trem de minério liderado pela MX 6145 com nova pintura VLI, seguido de uma U-20C com a Fase I e a MX 6118 com pintura RFFSA, bem castigada atrás, em Ityrapuan. Fotografia de Paulo Figueiredo.

2 comentários:

  1. Só um comentário: a Vale alterou o nome da VL! para "Valor da Logística Integrada". Fonte: http://www.vli-logistica.com/pt-br.aspx

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  2. Essa locomotiva MX que ta com a cor da vl! é a 6149, não a 6145

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