sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A fantástica fábrica de locomotivas em Sete Lagoas


   Após a completa revitalização das instalações de sua unidade e seleção da melhor equipe de trabalho, a Electro-Motive Diesel (EMD), uma subsidiária da Progress Rail Services, empresa da Caterpillar, tem a satisfação de anunciar a inauguração oficial de sua fábrica de locomotivas em Sete Lagoas, Minas Gerais.
A Progress Rail e a EMD anunciaram a escolha do local em julho de 2011 e começaram a trabalhar com afinco a partir de março deste ano. Durante este curto período, já foram produzidas novas locomotivas diesel-elétricas para o mercado brasileiro. A unidade de Sete Lagoas é a primeira fábrica de locomotivas da EMD a ser instalada no Brasil. Este é um marco que demonstra a abordagem estratégica da Progress Rail e da Electro-Motive Diesel no sentido de competir e ter sucesso no setor ferroviário em nível global. 

O primeiro modelo de locomotiva a sair da nova fábrica da EMD são as SD-70ACe, encaminhadas para a empresa de logística Eldorado, subsidiária da América Latina Logística (ALL).
Aqui, as novas locomotivas SD-70, já com pintura da Eldorado. Foto de Landerson Egg.
"Nós nos comprometemos com nossos clientes em fornecer as locomotivas mais confiáveis, duráveis e sustentáveis do mercado atual. Com a inauguração de nossa fábrica em Sete Lagoas, vamos levar essa promessa a um patamar ainda mais alto, não só oferecendo soluções de transporte ferroviário a um custo eficaz, mas também trabalhando com a melhor equipe no Brasil," declarou Billy Ainsworth, Presidente e CEO da Progress Rail e da EMD. "Sentimo-nos orgulhosos por estar em Sete Lagoas hoje, comemorando a inauguração oficial de nossa fábrica de locomotivas. Pretendemos fazer parte da prosperidade econômica desta comunidade durante muitos anos," disse Ainsworth. "Montamos um grupo experiente e dedicado de funcionários locais, que estão entusiasmados em atender às necessidades de nossos clientes. À medida que desenvolvermos nossos negócios e aumentarmos nossa capacidade adicional de fabricação, a Progress Rail e a EMD ficarão cada vez mais preparadas para produzir e dar assistência à maior população mundial de locomotivas."

Um clássico da EMD são as belas locomotivas SD-18, em operação há mais de 50 anos nas linhas de bitola larga da EFCB, RFFSA e posteriormente MRS. Foto de Luan Guzella.

"Queremos agradecer aos nossos funcionários, aos nossos clientes, à comunidade de Sete Lagoas, ao Estado de Minas Gerais e ao Brasil por seu apoio", disse Dan Hanback, Vice-Presidente Sênior de Operações da EMD. " É uma grande experiência para nós fazer parte da comunidade de Sete Lagoas, bem como da grande nação brasileira," declarou Manoj Mehta, Vice-Presidente de Operações de Locomotivas da EMD. "Nosso objetivo é ampliar nossos negócios e a equipe no Brasil, para atender melhor nossos clientes."
Sobre a Progress Rail e a Electro-Motive Diesel
A Progress Rail Services, uma subsidiária da Caterpillar Inc., é líder no fornecimento de locomotivas remanufaturadas, bem como de produtos e serviços de vagões para o setor ferroviário, operando uma das mais extensas redes de serviços e fornecimento para o setor na América do Norte. Servimos aos nossos clientes por meio de uma rede de mais de 165 localidades nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Itália, Alemanha e Reino Unido, com mais de 8.000 funcionários. O escritório central da Progress Rail Services está localizado emAlbertville, Alabama.
Por meio da aquisição da Electro-Motive Diesel (EMD), a Progress Rail expandiu sua presença global, ampliando seu compromisso em oferecer produtos e serviços que são líderes no setor. Fundada em 1922, a EMD é originalmente fabricante de equipamentos de locomotivas diesel-elétricas. Com sede em LaGrange, Illinois (EUA), a EMD projeta, fabrica e vende locomotivas diesel-elétricas para todas as aplicações comerciais ferroviárias e é fornecedora global de motores diesel para propulsão marítima, plataformas de prospecção de petróleo offshore e terrestres, bem como de geração estacionária de energia. A empresa é a única fabricante de locomotivas diesel-elétricas que já produziu mais de 72.500 motores e tem a maior base instalada no mundo todo. A EMD também tem uma extensa atividade de oferta de peças de reposição, soluções de manutenção e uma ampla variedade de serviços que agregam valor a seus clientes.
Para maiores informações, acesse o site da EMD ou o da Progress Rail.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

ALL: A gente nunca pára... Mas será que pára dessa vez?

O portal online Rede Bom Dia publicou uma matéria polêmica onde um procurador afirma que quer retirar os trens da empresa de tráfego devido a descumprimento de normas. Confira a matéria abaixo:



Procurador cobra ALL e promete parar trens

Pedro Antônio de Oliveira Machado diz que interrupção de tráfego, mesmo que necessária, amplia riscos
Por Rodrigo Viudes 
   "Até o final da tarde de sexta-feira (23), o processo que tramita na 1ª Vara da Justiça Federal de Bauru contra a ALL (América Latina Logística) ainda não havia recebido nenhuma movimentação, desde o despacho do juiz, protocolado no último dia 13.
  Pela decisão, a concessionária responsável pelo trecho ferroviário em Bauru tinha cinco dias para apresentação de um projeto aprovado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e mais cinco para a entrega de um cronograma físico de execução das obras de manutenção.
  Caso não cumpra a determinação (pode ter havia algum protocolo ao processo, fora da comarca de Bauru), a ALL pode ser punida com a interrupção do tráfego de trens, a exemplo do que ocorreu em 5 de julho deste ano. Curiosamente, mesmo o Procurador da República, Pedro Antonio de Oliveira Machado, que pediu a punição, deferida integralmente pela Justiça Federal, a considera com reservas.
  “Parar os trens é pior ainda. O que deixa de ser carregado pelos trilhos vai para as rodovias”, considerou. “Por mais que acidentes aconteçam com a ALL, os riscos para as rodovias são insuperáveis”, comparou.
  O procurador ainda foi além. Disse que “com os trens, a emissão de poluição é bem menor que o da quantidade equivalente de caminhões para transportar a mesma carga”.
  Apesar da defesa ao transporte ferroviário, Machado diz que não vai titubear em fazer valer a penalidade que pediu caso a ALL não apresente a documentação exigida pela Justiça Federal. “Aí vou pedir para parar mesmo”.

Sinalização / O procurador diz esperar que a ALL entregue o projeto de execução de sinalização das passagens de nível, cuja aprovação a ANTT diz não ter ocorrido por deficiências técnicas de responsabilidade da própria concessionária.

“É o que estou aguardando até agora. Isso faz parte do termo que a empresa assinou e não cumpriu”, cobrou.

A ALL informou por meio de sua assessoria de imprensa que todos os procedimentos exigidos pela Justiça Federal foram  efetuados e que uma carta da ANTT será anexada à ação."



Pois é. Mesmo com os acidentes que povoam as conversas na comunidade ferroviária, e a ALL ás vezes seja sinônimo de companhia perigosa, retirar os trens de circulação vai trazer prejuízos ás empresas que se valem da ferrovia para escoar seus produtos. A rodovia tem sido a pior opção para o Brasil há anos. Se a ALL parar, o comércio de mercadorias na mesorregião de Bauru vai ficar estagnado. Portanto, é altamente recomendável que a empresa regularize sua situação com a ANTT, antes que o tráfego de trens pare de vez.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A saga das locomotivas "Little Joe" no Brasil (pano rápido)


Little Joe ou Russa foi um tipo de locomotiva elétrica construída pela General Electric para exportação para a União Soviética em 1946. As 20 locomotivas acabaram sendo remetidas para ferrovias Norte-Americanas e para a Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF) por causa da quebra de relações comerciais entre os EUA e a URSS durante a Guerra Fria.. Nos EUA os ferroviários se referem a ela como Little Joe Stalin's locomotives que com o tempo acabou sendo simplificado para apenas Little Joe. Doze locomotivas foram para a Milwaukee Road, três para a Chicago, South Shore and South Bend Railroad (South Shore), e as outras cinco foram compradas pela CP.
Quatorze foram construídas para a URSS em bitola larga (1,520mm), e as outras seis em bitola Standard (1,435mm). As Russas tem doze eixos, oito deles motorizados ou seja, no padrão AAR são denominadas 2-D+D-2. Foram projetadas para operar na Ferrovia Soviética SZD em 3300V DC por catenária.

Locomotiva Nº6453 em plena operação na malha paulista. Bonitas e imponentes, essas máquinas impressionavam pelo tamanho e pela potência. Foto da coleção de Vanderlei Zago.
Em um dia qualquer de operações da FEPASA, a visão do maquinista que conduzia a "Russian" pelas linhas de bitola larga. Foto da coleção de Vanderlei Antônio Zago.

A CPEF converteu suas Litlle Joe para bitola larga (1,600mm). Elas ficaram conhecidas no Brasil por "Russas". Quando a Paulista se tornou parte da FEPASA em 1971, as Russas foram transferidas para a nova companhia. Continuaram operando até 1999, com a retirada criminosa da catenária das linhas em São Paulo pela Ferroban, sucessora da Fepasa. Eram as últimas representantes das Little Joe ainda operando comercialmente. Com a privatização a Fepasa se tornou Ferroban, e imediatamente a catenária foi removida, as elétricas paralisadas. Hoje, para nenhuma surpresa, nenhuma encontra-se preservada no Brasil.
Abaixo pode-se conferir maiores informações sobre as cinco unidades de locomotivas Little Joe que vieram para a FEPASA, como eram e que fim levaram. Veja: 

Locomotiva Nº6451
Preservada? Não.
Possibilidade de restauração: Neutralizada.

No canto mais escondido do galpão, a locomotiva Nº6451 junto com outras companheiras de tração, na década de 1980. Hoje, o estado desse maquinário é lamentável. Foto da coleção de vários colaboradores.
Locomotiva Nº6452
Preservada? Não sei se pode se chamar assim.
Possibilidade de restauração: Remota, mas ainda existente.

Jogada á um canto do complexo ferroviário de Jundiaí, a locomotiva Nº6452 aguarda socorro silenciosamente. Está sem truques, mas é a locomotiva da série em melhor estado-geral de conservação, apresentando a carcaça em bom estado. Foto de Israel Silva, em 2006.
Locomotiva Nº6453
Preservada? Não.
Possibilidade de restauração: Neutralizada.

Locomotiva Nº6453 na tração dupla com uma "V-8" (atrás) também conhecida pelos paulistas como locomotiva "focinho de porco", nos trens cargueiros da FEPASA. Foto da coleção de Vanderlei Zago.
Locomotiva Nº6454 (Engº Jayme Cintra)
Preservada? Não.
Possibilidade de restauração: Neutralizada.

Aqui, a locomotiva Nº6454 passa imponente no pátio (Campinas ou Jundiaí?), na década de 1980. Fotografia da coleção de Vanderlei Zago. *Essa locomotiva apresenta pára-brisa diferenciado, adaptado de V-8, devido à um acidente ocorrido anos antes.
Locomotiva Nº6455
Preservada? Não é a palavra adequada.
Possibilidade de restauração: Remota.

Em um dia de chuva, a locomotiva Nº6455 no trem cargueiro.Nessa época ela ainda usava pantógrafos do tipo "balão", substituídos anos depois. Hoje, essa locomotiva é a única que ainda permanece junta de suas rodas, porém está em delicado estado de conservação. Foto de Vanderlei Zago. 
As locomotivas Nº6452 e 6455 ainda apresentam possibilidade de recuperação, ainda que remotas. Das locomotivas Nº6451,6453 e 6454, quase nada restou. Foram saqueadas e sucateadas, e suas cascas se encontram jogadas e capotadas pelo pátio de Triagem Paulista, em Bauru-SP. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ferrovia selvagem

   Embora tida como o segundo meio de transporte mais seguro para se viajar*, o trem também é um dos veículos que mais matam em suas vias, porém perdendo de longe para o modal rodoviário, que lidera invicto no ranking de matança nas estradas do Brasil e do Mundo. É da natureza do ser humano se esquivar de situações perigosas, e mesmo com exceção de alguns tristes casos, o homem consegue evitar as mortes por atropelamento nas ferrovias. Infelizmente, com os animais não é a mesma coisa. Devido ás necessidades de se deslocar em seu território, dentre outros motivos, muitos bichinhos se arriscam na via férrea, e acabam sendo atingidos pelas composições que passam. Veja abaixo:

Elefante: Embora não existente na natureza no Brasil, o elefante é um problema que incomoda muita gente nas ferrovias da Índia. O habitat natural do animal é cruzado pela via férrea. Em busca de novas zonas de pastagem, o bichinho cruza a estrada de ferro e como é muito vagaroso, acaba sendo atingido pelo trem. No caso de um elefante, devido ao seu grande porte, podem ocorrer danos ao material rodante, tais como descarrilamento, engavetamento de vagões e ferimentos aos ocupantes.

Filhote de elefante atropelado na linha de bitola de 1,67m na Índia. Contam os ferroviários da região que os outros elefantes do grupo obstruem a via férrea por até três dias, por simples laço fraternal com o falecido, para evitar que o corpo seja danificado por novo impacto. 
Cavalos e bois: Enquanto cães e outros animais menores ocupam o primeiro lugar das mortes por atropelamento nas rodovias, os bovinos e os equinos lideram nas ferrovias neste triste comparativo. No Brasil, boa parte das ferrovias atravessa zonas rurais, onde a via férrea cruza áreas de pastagem. Na tentativa de passar de um pasto para outro, cavalos, bois e vacas podem ser atingidos pelos trens que passam, causando verdadeira dor de cabeça para os proprietários dos mesmos. Na EFOM, até a década de 1970, com a RMV e a VFCO, era um problema real a possibilidade de atropelar um boi ou vaca na linha férrea. Devido ao pequeno porte das máquinas da "bitolinha", uma colisão entre o bovino e a locomotiva poderia ser fatal. A instalada de cercas em quase toda a extensão da via férrea ajudou em grande parte a solucionar o problema.

Cavalo atropelado por uma composição da FCA em Brumado, MG, em maio de 2012. A locomotiva não conseguiu parar a tempo e acabou atingindo o animal. O cavalo foi socorrido com vida e sobreviveu. Foto de Wilker Porto.

Esse não teve tanta sorte: Aqui, um cavalo (ou o que sobrou de um) jaz em meio aos trilhos da Ferrovia do Aço, entre Volta Redonda e Barra Mansa, RJ. O animal, ao ver o trem, corre na frente dele para fugir  entra no pontilhão e é encurralado. Como não consegue equilibrar os cascos no lastro, acaba tropeçando e é atingido. Foto de Melson Zideque dos Santos.
Perigo: Bovinos soltos na via férrea causam verdadeira preocupação aos ferroviários da EFOM. A locomotiva segue bem devagar, apitando, e ultrapassa as vaquinhas, sem mortes. Foto de Ilair Santana.
Aves: O maior inimigo dos pássaros nas ferrovias não são as próprias locomotivas em si; são as catenárias. Tentador ponto de pouso para andorinhas e centenas de aves que voam em bandos, os animais ocasionalmente são vítimas de um curto-circuito ao encostarem simultaneamente  nos fios positivo e negativo da rede aérea de cabos. As maiores vítimas são corvos, urubus e outras aves de carniçagem e rapina, que voam através da via férrea em busca de alimento ocasionado pelos animais que eram colhidos pelos trens. O animal se arrisca a descer na via férrea em busca da comida que está morta lá embaixo, não vê o trem e acaba ele mesmo sendo atropelado. Neste link pode-se conferir o momento exato em que uma pomba é atropelada por um trem da ALL-Rumo. Clique aqui.

Locomotiva elétrica da FEPASA (Ferrovias Paulistas S/A), campeã no ranking de morte a pássaros nas ferrovias eletrificadas.Foto da coleção de Vanderlei Antonio Zago.


Humano: O ser humano, embora raramente, também acaba sendo vítima de acidentes por atropelamento na via férrea. Descuido, desatenção, imprudência ou simples burrice? Para evitar que ocorresse uma chacina nas estradas de ferro foi criada a famosa cruz de Santo André com os dizeres clássicos PARE,OLHE E ESCUTE. Infelizmente alguns não o fazem.

Infelizmente, o cruzamento da via férrea em local inadequado faz com que cenas como essa se tornem realidade. Aqui, um morador de rua foi arremessado á longa distância após ser atingido por uma locomotiva da ALL em um trem tanqueiro. Créditos: Fotojornalismo de Curitiba.
Répteis: Outras vítimas comuns dos trens da zona rural. Mais vagarosas para se deslocar, tartarugas e cobras são frenquentemente decapitadas nos trilhos. Na estação ferroviária de Aureliano Mourão, ponto de encontro de bitolas da EFOM e da RFFSA, os chefes da estação contam que de manhãzinha, logo quando seguiam para os trens, era comum encontrar algumas serpentes, partidas em dois ou três pedaços na via férrea. Trágico.

Filhote de cobra, encontrado morto por mim na beira da via férrea, entre os km 93 e 91 da malha da EFOM. As serpentes, as tartarugas e os cágados, são essas as espécies que mais morrem no tráfego de trens de passageiros na "bitolinha". Foto de João Marcos.
*O avião é considerado o meio de transporte mais seguro. O maior inimigo desse tipo de transporte, além do desgaste e condições climáticas, são os pássaros. Um pássaro que e sugado pela turbina do avião pode causar muito estrago. Uma andorinha não causa muito dano. A ave é desintegrada pelas pás da turbina, que consegue sozinha engolir um grupo de até 16 pássaros pequenos. Aves de médio porte como o pombo podem fazer o motor sair de cadencia, perder força ou então parar, porém o piloto pode reiniciá-la em voo. Porém, aves como o urubu, o falcão e o ganso são perigosas. Há risco de pane total caso um desses bichos acabe sendo alojado dentro do motor. O melhor que se pode esperar é que a turbina não exploda.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ferreolinks da semana # 4

Seguem os links das matérias interessantes dos outros sites de trem.

Quem está na linha?
 Locomotiva FUUUUUUUUUUU - Por Bruno Melo em Blog Sobre os Trilhos
Tristeza na EFCJ - Por Ralph Menucci Giesbrecht em Blog do Ralph Giesbrecht
A restauração da Estação de Andrelandia - Por Buno Melo em Blog Sobre os Trilhos
Ferrovias brasileiras em 1946 - Por Ralph Mennuci Giesbrecht em Blog do Ralph Giesbrecht

Alguns avisos: O blog Thales Veiga's Train World foi extinto. Suas postagens agora podem ser encontradas no novo endereço O Blog Ferroviário, ainda gerenciado por nosso colega Thales Soares. Acessem lá e se divirtam!

O Minas's Trains agora publica material humorístico no Facebook, na página Humor Ferroviário, desenvolvida por nosso parceiro Douglas Frota. Para acessar a página e dar gargalhadas com as piadas de trens, clique aqui.

Encontrar um bicho desses dentro do vagão já é motivo para tocar fogo no trem inteiro...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Estrada de Ferro Campos do Jordão - Vish...

   No dia 3 de novembro, a comunidade ferroviária ficou chocada com o acidente ocorrido na Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), onde uma automotriz aparentemente descarrilou e se chocou contra um barranco, ferindo 43 pessoas e matando duas delas. Os primeiros boatos foram de que um trem havia tido problemas durante passeio; depois, sites de notícias instantâneas publicaram a notícia em meias-verdades, mas apresentando erros grotescos, tais como a afirmação de que um "bondinho" havia descarrilado (o termo certo é AUTOMOTRIZ) e outras ainda mais além, de que o suposto "bondinho" havia rolado em um precipício de quase 300 metros (estava a menos de 5 metros da via férrea.) Dois dias depois do ocorrido, as notícias ficaram mais específicas. Segundo relatos, o trem não conseguiu frear numa descida, descarrilou e bateu em cheio na encosta. Com o impacto, os assentos da automotriz se soltaram e feriram os passageiros.
   A automotriz acidentada é a A-2, de 1924, que sofreu diversas modificações até chegar á aparência atual. Mais se assemelhando com um ônibus atrás e com um TUE na frente, o veículo não conseguiu resistir á ferrovia em declive e apresentou falhas em seus sistema de freios, indo bater direto na encosta. Veja as fotos a seguir:

Bombeiros trabalhando no resgate ás vítimas próximos á automotriz acidentada. 

No dia seguinte, a automotriz acidentada no mesmo lugar.

Aspecto do trecho em declive da serra. Na EFCJ se situa o ponto ferroviário mais alto do Brasil, a mais de 1.700 m de altitude em relação ao mar.


Não, não é um ônibus: Automotriz A2 após descer do barranco e descarrilar, causando o grave acidente que deixou a comunidade ferroviária em estado de comoção.
   E agora? Falha humana, mecânica  ou algo mais? Que o fato seja apurado, e que as devidas providencias sejam tomadas para que tristes incidentes como esse não mais ocorram. Pena.
  Para os defensores de rodovias de plantão, vale a pena lembrar que o trem é o segundo transporte mais seguro do mundo, que fatos como esses são isolados e não servem como razão para crucificar o transporte de passageiros sobre trilhos.