sábado, 28 de julho de 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Locomotivas de bitola métrica da RSM - Remanescentes

     A Rede Mineira de Viação (RMV) se consolidou como a maior estrada de ferro de Minas Gerais a partir da década de 1930. Esse "tamanho" todo foi resultante da mistura e união de várias companhias ferroviárias menores, que se encontravam com problemas financeiros e logísticos, mas foram salvas e encampadas pelo governo por sua utilidade, ligando cidades e localidades distantes no interior, além de facilitar o escoamento dos produtos da zona rural para os centros de beneficiamento nas cidades maiores. O processo de junção e mesclagem das estradas de ferro começou no final da década de 1880, quando duas pequenas companhias se fundiram para criar a Viação Férrea Sapucaí, que após vinte anos em operação sob esse nome, foi rejuntada á E.F Minas & Rio com a Estrada de Ferro Muzambinho para formar a Rede de Viação Sul-Mineira, ou RSM. A essa altura do campeonato, a RSM e a Estrada de Ferro Oeste de Minas já formavam as duas maiores companhias de "caminhos de ferro" do Estado. Em 1931, o governo decidiu juntá-las em uma só, justamente a Rede Mineira de Viação. As outras companhias menores foram sendo esquecidas, sendo alvo apenas de estudos mais profundos. Todo o material que outrora foi de propriedade das ferrovias anteriores, entre linhas, ramais, estações, locomotivas, carros e vagões passou para o controle da RMV, que ficou com os equipamentos até sua transformação em Viação Férrea do Centro-Oeste (VFCO) e posteriormente RFFSA. No período da VFCO, com a chegada das locomotivas de combustível diesel e a substituição da tração a vapor, a ferrovia e seu patrimônio passaram por transformações. As antigas locomotivas começaram a ser baixadas ás dezenas. Máquinas e vagões muito antigos ou já em mau estado de conservação eram cortados como sucata ou simplesmente atirados no rio. As locomotivas a vapor que sobreviveram a esse período foram encostadas no período da Rede Ferroviária Federal S/A, e atualmente se encontram em museus, praças e algumas mais sortudas em operação em trens de entidades preservacionistas.
     Confira abaixo imagens das locomotivas de bitola métrica da RSM e das outras ferrovias que compuseram a RMV e que sobreviveram ao tempo, para nossa contemplação:

Após anos trabalhando na manobra em Ribeirão Vermelho, a locomotiva Nº120 foi aposentada e mandada para a "Casa do Conde", em Belo Horizonte, onde se encontra até hoje, preservada como monumento. Sua rodagem é 2-6-2 (Praire). Foto de Hélio dos Santos Pessoa Jr.
Grande e desajeitada, a locomotiva Nº246 foi adquirida pela E.F Goyaz, que passou parte de seu material para a RSM. Aqui, a locomotiva se encontra já em operação pela RMV, década de1940. Foi abandonada na cidade de Araguari - MG, onde sofreu com a ação do tempo, de vândalos e de depredadores que chegaram até a atear fogo ao equipamento; porém, a máquina foi restaurada e hoje pode ser vista no Museu de Pires do Rio, em Goiás. Foto da coleção de Hugo Caramuru.
Esta é a pacific Nº307, originalmente RSM 266, uma das duas máquinas de origem germânica que sobreviveram ao tempo. Se encontrava encostada em Ribeirão Vermelho quando foi levada para São João del-Rei, restaurada cosmeticamente e colocada na rotunda como estática. Foto da coleção de Ilair Santana.
RMV 431 (maldosamente confundida como 437 devido ao antigo dístico quebrado) já em posse da V.F Campinas-Jaguariúna, após ter sido trazida de algum pátio mineiro, década de 1990. Na RSM, começou com o Nº67, seguido do Nº222 e posteriormente o Nº431 da RMV. Foto da coleção de Vanderlei Antonio Zago.
Ferroviários posam diante da RMV 505, em data desconhecida. Também de origem alemã, a locomotiva trabalhou até a década de 1970, quando foi encostada em Itajubá, onde permaneceu trancafiada em um galpão até ser doada pela RFFSA para a ABPF, na década de 1980. Hoje se encontra em operação em Campinas, sendo uma das grandes estrelas do trem de lá. Autor desconhecido.
Locomotiva Nº522 trabalhando na "fila de morte" do pátio de Barra Mansa, em abril de 1980. Por resistir ao desgaste por um tempo a mais, foi poupada e aproveitada. Após o fim do corte de material, a máquina foi encostada, até ter sido resgatada pela ABPF - Sul de Minas, que está restaurando a locomotiva em suas oficinas. Acervo NEOM-ABPF.
Maquinista e foguista posam diante da RMV 526, em um momento de descanso em algum pátio, em data desconhecida. A locomotiva é uma ALCo de 1925, que foi adquirida pela E.F Paracatu onde recebeu o Nº5, seguido pelos RSM Nº283 e RSM Nº291, até receber a matrícula definitiva do número 526, em 1939. Atualmente se encontra pintada e estilizada com as cores da E.F Central do Brasil, na cidade de Corinto - MG. Foto da coleção de Hugo Caramuru.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

domingo, 22 de julho de 2012

Locomotiva Nº423 - 100 anos

Em 2012, comemora também seu centenário a locomotiva Nº423, uma das duas máquinas de rodagem 2-8-0 "Consolidation" que foram preservadas para a posteridade. Atualmente, o equipamento se encontra preservado em bom estado de conservação na pequena cidade de Cristina - MG, após bem-sucedida tentativa de salvar a peça da destruição iminente, no final da década de 1990. Atualmente, a prefeitura da cidade mantém o pequeno Museu do Trem, que tem a locomotiva Nº423 como peça principal.

Locomotiva nº 423
A Locomotiva nº 423, tipo “Consolidation” fabricada em 1912 pela Baldwin, faz parte de um round de seis locomotivas que pertenciam a antiga Rede de Viação Sul Mineira e circulava nas linhas de Três Corações, Itajubá, Soledade, Varginha, Machado, etc. Em 1931, quando da criação da Rede Mineira de Viação, as seis locomotivas foram incorporadas ao parque da recém-formada RMV que encampou toda a Rede Sul Mineira, parte da E. F. de Goyaz e outras ferrovias de menos importância. Na redestribuição das locomotivas para os depósitos, as seis locomotivas foram para Ibiá, da antiga E. F. Goyaz, e receberam os nº 418 a 423.
Prestaram muito serviço no transporte de cargas pesadas de produtos agrícolas como o arroz e o milho nas linhas de Goiandeira, Monte Carmelo, Ibiá e Garças de Minas; e também o transporte de gado para os grandes centros consumidores. Para este tipo de transporte eram as preferidas, dado a sua excelente capacidade de tração, equilíbrio e aderência nos trilhos. Raramente atrasava, e quando isto acontecia justificava-se com outras causas e nunca com o problema mecânico. Resistentes e fortes, trabalhavam ininterruptamente sem nunca se avariarem. Excelente tipo de máquina que tanto fez e acabou perdendo o seu lugar para as máquinas modernas movidas a diesel. Uma pena.
Montagem e Restauração da Locomotiva em Cristina
O pedido para a restauração da Locomotiva a vapor nº 423 foi feito em outubro de 1996 pelo, então, prefeito municipal José Carlos Filho e por Daltro Noronha Barros. Vieram faltando muitas peças de mecanismos (que ligam uma roda a outra), torneiras de vapor, compressor de ar, entre outras, que posteriormente foram cedidas pelas oficinas de São João Del-Rei e Três Corações. Por não serem da mesma locomotiva, a equipe que trabalhou na montagem teve que fazer uma série de adaptações nas peças. As grandes – que não encaixavam – foram cortadas, outras foram confeccionadas. A locomotiva não funciona devido as adaptações que foram feias, mas aparentemente está perfeita. O trabalho de montagem foi iniciado em janeiro de 1997 e durou dois meses até o seu término.
Depois, a locomotiva passou por uma pintura e atualmente está devidamente guardada no pátio do Museu do Trem.
Equipe responsável na montagem da Locomotiva:
1. Francisco Marques Sobrinho (Supervisor de mecânica, Ex. Chefe da Oficinas da RFFSA/SJDR)
2. Luciano Manoel Marques (Mecânico ajustador)
3. Osmar Mauro de Carvalho (Mecânico ajustador, Ex. Ferroviário)
4. Euler Cristovão Rezende (Mecânico ferroviário)
5. Hugo Caramuru (Letrista)
6. José Maria (Lanterneiro da cidade de Cristina)
7. Ana Cristina de Fátima Marques (Técnica administrativa)
A locomotiva possui:
1 jogo de guia (incompleto)
1 farol (completo)
2 cilindros de freio à vácuo
1 cilindro de freio de tender
1 capitel ( foi feito em Cristina)
1 dínamo
Lira (suporte para sino)
I apito americano
2 válvulas de regulagem de caldeira
1 tampa com aro da fornalha
1 injetor (incompleto)
1 visor de água
1 alavanca do regulador
1 manômetro de pressão
1 manômetro de freio
6 braços de junção (foram emendadas)
3 torneiras de prova (controla o nível de água)
2 hastes de cilindro
4 tramelas de tampa da frente (caixa de fumaça)
1 torneira de água do tender
1 manômetro de pressão
1 barra de regulador com suporte
8 bronzes para junção das braçagens (não é o dela)
2 bronzes para junção para puxavante
2 válvulas de segurança
1 bomba de ar
2 macacos (fica na frente da locomotiva)
1 aparelho de lubrificação de cilindro
  Hoje, a locomotiva Nº423 se encontra devidamente preservada em Cristina, e neste mês de julho comemora seu centenário, desde a data de fabricação.


Equipe de restauradores e responsáveis pela retirada da locomotiva posam diante dela, após ter sido resgatada de algum pátio, década de 1990. Foto da coleção de Hugo Caramuru.
Meses mais tarde após o término de sua restauração, em fins de 1997, a locomotiva Nº423 posa no lugar onde futuramente seria erigido o Museu Ferroviário, ainda sem sua cobertura. Foto da coleção de Ralph Giesbrecht.
Anos depois, já com a cobertura, em 2002. Acervo NEOM-ABPF.


Diferentemente das outras máquinas de bitola métrica, pintadas com detalhes e frisos brancos, a locomotiva Nº423 foi pintada com detalhes em amarelo, a exemplo das locomotivas da "bitolinha" da RFFSA. Foto da coleção do Museu de Cristina.
Bela e elaborada pintura da RSM com o logotipo da RFFSA, incrustada na cabine do equipamento. Foto da coleção de Revista Ferroviária.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

1912 - Centenário

   O início da década de 1910 marca a chegada de mais sete locomotivas de bitola estreita (0,76m) para compor o parque de tração da Estrada de Ferro Oeste de Minas, que, a essa altura de seu funcionamento, já contava com aproximadamente 40 máquinas a vapor em plena atividade. A compra de mais locomotivas só foi possibilitada porque a EFOM se encontrava sob domínio do governo federal, em estado semelhante ao da antiga Rede Ferroviária Federal S/A. A Baldwin Locomotive Works produziu as locomotivas em julho de 1912, chegando aos trilhos mineiros três meses depois. Todas as locomotivas desse "round" sobreviveram á era do transporte intensivo e foram preservadas para a posteridade.
    Agora estamos em julho de 2012, e as sete formosas máquinas comemoram seus centenários, cercadas de admiradores dentro e fora do Complexo Ferroviário. Esse grupo de locomotivas se compõe de três máquinas American (4-4-0), as locomotivas Nº20,21 e 22,posteriormente renumerada como 19 na década de 1970, e quatro Ten-Wheelers (4-6-0), sendo elas as atuais locomotivas Nº40,41,42 e 43. A máquina Nº20 foi a primeira a sair de atividade, ainda na década de 1960. Depois de permanecer quase 20 anos em Lavras como monumento, ela foi transferida para Belo Horizonte, onde se encontra até hoje, infelizmente exposta ao tempo e depredada por vândalos e invasores. A locomotiva Nº21 trabalhou até o ano de 1986, na carreira turística, e atualmente também se encontra como monumento, dessa vez em São João del-Rei. A locomotiva Nº22 teve sua identidade trocada com a locomotiva Nº19 na década de 1970, e foi despachada para a cidade de Curitiba, onde está mantida como escultura decorativa em um shopping center da capital paranaense. A locomotiva Nº40 também foi aposentada em 1986. As locomotivas Nº41 e 42 se encontram operacionais até os dias de hoje. A locomotiva Nº43 operou regularmente até 1986, quando também foi cotada para ir para a rotunda juntamente com as outras. Porém, trabalhou ocasionalmente na manobra e em trens de manutenção até o ano de 1993, quando realizou sua última viagem.
   Confira abaixo algumas imagens e informações das moças que se encontram a soprar velas de seus 100 anos:


Locomotiva Nº20 (EFOM 46)
Tipo: American (4-4-0)
BLW 38007, julho de 1912


Locomotiva Nº20 na estação ferroviária de Lavras,final da década de 1950, últimos anos de operação.

Quase dez anos antes, passando ao lado do galpão de pintura e iluminação, ostentando limpa-trilhos de madeira e suporte para o farol em forma de plataforma, acessórios que viriam a ser substituídos mais tarde. Autor desconhecido. 
A era monumental: em Lavras, final da década de 1970...

...e na capital mineira, em 1986. Diferentemente da maioria das locomotivas destinadas a monumento, a Nº20 foi mantida com todas as suas peças intactas, possibilitando que fosse acesa ocasionalmente para que os funcionários da RFFSA fizessem soar o apito no Natal, isso em tempos já idos. No início de 2011, vândalos picharam a máquina, além de despedaçarem suas vidraças, acentuando a necessidade premente de se remover o equipamento dali.
Locomotiva Nº21 (EFOM 47)
Tipo: American (4-4-0)
BLW 38008, julho de 1912


Locomotiva Nº21 na entrada do pátio ferroviário de São João del-Rei, em 1974, fazendo um trem de lastro. Foto de Guido Motta.

VFCO 21 manobrando composição com um carro-correio, com limpa-trilhos modificado para tal, em 1974. Foto de Guido Motta.
Em 1981, a RFFSA SR-2 21 traciona composição turística em Barroso, próximo do fim da era do trenzinho de longa distancia. Foto da coleção de Paul Waters.

No pátio de São João del-Rei, a locomotiva Nº21 passa vaporosa a caminho da rotunda e das oficinas. Foto da coleção de Paul Waters.
Locomotiva Nº21 pintada nas cores da Rede Mineira de Viação, embora ainda apresentando o número de farol típico da RFFSA. No momento da imagem, ela se encontrava no pátio para a realização de filmagens na gare da estação, no início de 2012. Foto de Ilair Santana.
 Locomotiva Nº22 (EFOM 48, RMV/Oeste 22, RMV 22, VFCO 19)
Tipo: American (4-4-0)
BLW 38009, julho de 1912


Próximo a casas ferroviárias no município de Barbacena, década de 1940. A placa com o número 22 se encontra hoje na legítima Nº19. Foto da coleção do Sr. Boa Morte.
Locomotiva Nº22 como manobreira no pátio, 1972. Foto de Guido Motta.
Já com o número 19, em 1977, preparada com a composição especial que seria levada embora para o sul do Brasil. Foto da coleção de vários colaboradores.
Atualmente, a locomotiva Nº22 ainda apresenta o Nº19. Está preservada como estática no Shopping Estação, na cidade de Curitiba, PR. Foto de João Luís Teixeira.
   Juntamente das três locomotivas American adquiridas pela EFOM em 1912, a Baldwin Locomotive Works construiu mais quatro locomotivas de 3 eixos para bitola estreita, que originalmente rodaram pela Oeste com os números 42 a 45. Nenhuma locomotiva desse grupo foi sucateada. Aí se encontram as locomotivas Nº41 e 42, que se destacaram como as mais ativas da companhia desde sua consolidação como ferrovia turística, em 1986.

Locomotiva Nº40 (EFOM 42, RMV/Oeste 110, RMV 40, VFCO 40, RFFSA SR-2 40)
Tipo: Ten-Wheeler (4-6-0)
BLW 38010, julho de 1912


VFCO 40 com trem de passageiros na estação de Campolide, 1977. Foto de James Waite.

Com trem de calcário a caminho de Barroso, em 1977. Foto de James Waite.

VFCO 40 com trem misto na estação de Antonio Carlos, donde partirá em sentido de retorno, 1977. Foto de James Waite.
Em 1981, a RFFSA SR-2 40 com trem misto na Av. Leite de Castro, altura E.E Dr.Garcia de Lima. Autor desconhecido.
Atualmente, a locomotiva Nº40 na rotunda, onde se encontra preservada postumamente como monumento. Foto de Ilair Santana.
Locomotiva Nº41 (EFOM 43, RMV/Oeste 111, RMV 41, VFCO 41, RFFSA SR-2 41
Tipo: Ten-Wheeler (4-6-0)
BLW 38011, julho de 1912


A locomotiva Nº41 figura como uma das máquinas-símbolo da EFOM, juntamente com as locomotivas Nº1 e Nº68, atualmente. É uma das poucas que trabalhou em funcionamento ininterrupto desde quando foi adquirida. Hoje é uma das estrelas do trem de passageiros entre as cidades de São João del-Rei e Tiradentes, mantido pela Ferrovia Centro-Atlântica, figurando entre as locomotivas mais belas da companhia.

Diferentes fases da locomotiva Nº41, desde sua aquisição pela EFOM até os tempos da RFFSA. Arte desenvolvida por Jonas Augusto.
RMV/Oeste 111, futura RMV 41, no pátio da cidade de Divinópolis - MG, década de 1930. 
Locomotiva Nº41 tombada entre São João del-Rei e Tiradentes, data ignorada. Note o estado da cabine de madeira. Autor desconhecido.
VFCO 41 sendo pintada, em 1972. Desde já, era uma das locomotivas mais bem-cuidadas da companhia. Foto de Guido Motta.
Aqui, a RFFSA SR-2 41 passa imponente no Patronado, tracionado trem especial para as gravações do filme O Cangaceiro Trapalhão, de Renato Aragão, em 1981. Registro de Rede Globo. 
Acidente jurássico na era turística da bitolinha da RFFSA, após um caminhão de Coca-Cola parar na passagem de nível de Chagas Doria e ser abalroado e tombado pelo pequeno trem que passava. Conta nosso colaborador Thiago Lopes de Resende que quem levou a vantagem nesse acidente foram as pessoas que se encontravam próximas ao caminhão, que fizeram questão de esvaziá-lo de sua preciosa carga de bebidas e refrigerantes finos em minutos. Foto da coleção de Hugo Caramuru.
Locomotiva Nº41 nos dias de hoje, mantida em belas condições para o trem turístico da Ferrovia Centro-Atlântica. Foto da coleção de Hugo Caramuru.
Locomotiva Nº42 (EFOM 44, RMV/Oeste 112, RMV 42, VFCO 42, RFFSA SR-2 42
Tipo: Ten-Wheeler (4-6-0)
BLW 38050, julho de 1912


RMV 42 na cidade de Divinópolis, em 1950. Autor desconhecido.
Em meio a outras locomotivas no pátio de São João del-Rei, 1972. Totalmente suja de fuligem, bom sinal de intensa atividade. Foto de Guido Motta.
Locomotiva VFCO 42 tracionando trem especial na estação de Tiradentes, 1973. Autor desconhecido.
RFFSA SR-2 42 vista de cima em Padre Brito, década de 1980. Foto da coleção de Benito Mussolini.
O trenzinho turístico da RFFSA, puxado pela RFFSA SR-2 42, década de 1990. Foto de Hugo Caramuru.
20 anos antes, a VFCO 42 tracionando trem especial de passageiros, na estação ferroviária de Ibitutinga. Note os frisos em amarelo, a exemplo da famosa locomotiva Nº68, conduzida pelo lendário Sr. Emídio Giarola. Foto da coleção de Hugo Caramuru.

Locomotiva Nº43 (EFOM 45, RMV/Oeste 113, RMV 43, VFCO 43, RFFSA SR-2 43
Tipo: Ten-Wheeler (4-6-0)
BLW 38051, julho de 1912



Outra das mais belas da EFOM é a Nº43, tida como uma das beldades da Oeste. Infelizmente, se encontra estática na rotunda, sendo que seu uso seria benquisto na atualidade.


Locomotiva Nº43 ainda operando sobre o EFOM 45, década de 1910, local desconhecido. Foto da coleção de Hugo Caramuru.
RMV 43 no pátio de Antonio Carlos, em 1961. Autor desconhecido.
VFCO 43 se preparando para deixar a Estação Ferroviária de São João del-Rei com trem cargueiro, em 1977. Foto de John West.
Aqui, a locomotiva Nº43 nas imediações da Cia.de Cimento Portland de Barroso, início dos aos 1970. Foto da coleção de vários colaboradores.
RFFSA SR-2 43 tracionando trem misto em local não identificado,ostentando o belo padrão de pintura da RFFSA que lhe caiu tão bem, década de 1980. Foto do acervo de Walther Serralheiro.

Locomotiva RFFSA SR-2 43 em Barroso, 1981. Essa bela locomotiva se manteve em atividade regular até 1986, e fez mas alguns trens esparsos até o ano de 1993. Foto da coleção RFFSA.
RFFSA SR-2 43, dias atuais. Uma das mais bonitas locomotivas da frota da velha Oeste, infelizmente está parada. Foto de Ilair Santana.