quinta-feira, 22 de março de 2012

Carros e vagões da Oeste de Minas - Gaiolas

Na maior parte dos casos, uma ferrovia é criada ou instaurada em determinada região com o intuito de transportar cargas ou passageiros entre duas ou mais localidades. E o que seria da companhia ferroviária sem uma boa frota de vagões? São eles que acompanhados da locomotiva formam o conjunto ao qual denominamos "trem". Na EFOM não era diferente. A companhia, que já chegou a ter a maior frota de vagões de carga e carros de passageiros de Minas Gerais, atualmente conta com apenas uma pequena parte dessa grande leva que transportou o progresso do Estado.

Gaiolas da E.F.O.M


A gaiola é um vagão de construção bastante simples. Como o nome já diz, tem a sua estrutura semelhante a uma gaiola, com barras e caibros horizontais e transversais entre si para criar um espaço fechado e ventilado. A maior finalidade da gaiola é justamente o transporte de bovinos, equinos e outros animais de grande porte usados no meio rural. Nas linhas ativas da E.F Oeste de Minas em sua era áurea, já se chegou a ter aproximadamente dez vagões-gaiola em operação no transporte de gado entre as fazendas e comarcas da região por onde a linha da "bitolinha" estendia seus serviços. Com o advento da era do minério e a ascensão do transporte rodoviário, o transporte de animais na companhia foi gradativamente sendo abandonado, os vagões gaiola foram desmontados e para variar, seus bolsters foram usados na fabricação de gondolas e pranchas. Atualmente no Museu Ferroviário da EFOM, restam ainda três unidades.

Na segunda metade da década de 1970 Herbert Graf registrou o exemplar KC 4 em alguma fazenda próxima a Aureliano Mourão. Note a estrutura em madeira com vigas transversais em metal.

Aspecto do exemplar KB 2, ainda com sua plaquinha da RMV preservada em sua lateral. Foto de Giovanni Carvalho.

Outro aspecto do exemplar KB 2, atualmente mantido guardado na rotunda como peça escultural da frota cargueira remanescente. Autor desconhecido.
   Ainda existe também o vagão KB 6, que se encontra em processo de restauração empreendido pela Ferrovia Centro-Atlântica, em mais uma de suas tentativas preservacionistas para aumentar o acervo do museu.

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