terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Merry Christmas!


O Minas's Trains, sua equipe e seus colaboradores desejam a todos um felicíssimo Natal, com muita alegria, amor, felicidade e "trens bãos" para todos, que possamos lembrar do real significado dessa data tão especial. Felicidades e ferrovia para todos!

Locomotiva Nº21, enfeitada com luzes para ocasião natalina, década de 2000. Foto da coleção de vários colaboradores.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MRS - Melhores Empresas para se Trabalhar 2012


  O guia 2012 da revista Você S/A definiu a empresa de logística ferroviária denominada Malha da Região Sudeste (não é Minas - Rio - São Paulo, como muito pensam) mais comumente conhecida como MRS Logística, uma das melhores empresas para se trabalhar, e a melhor empresa do ramo ferroviário no Brasil.
Parabéns, ferrovia querida.

Para acessar o site da MRS e conhecer mais sobre a mesma, clique aqui.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Ferreolinks da semana #5

Se eu fosse o cara na automotriz, eu juro que eu acelerava. 
Seguem os links para os outros portais ferroviários de interesse na internet.

Ferrovias: O que fomos e o que somos - Por Ralph Giesbrecht
A falta de visão e as perdas - Por Ralph Giesbrecht
Belo Horizonte, 115 anos - Por Bruno Melo
Horário de funcionamento na ABPF - Regional Rio Claro - Por ABPF- Regional Rio Claro
Restauração da estação de São Vicente de Minas - Por Bruno Melo

Experimentasse fazer isso na FEPASA para ver o que acontecia...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Carros e vagões da Oeste de Minas

Na maior parte dos casos, uma ferrovia é criada ou instaurada em determinada região com o intuito de transportar cargas ou passageiros entre duas ou mais localidades. E o que seria da companhia ferroviária sem uma boa frota de vagões? São eles que acompanhados da locomotiva formam o conjunto ao qual denominamos "trem". Na EFOM não era diferente. A companhia, que já chegou a ter a maior frota de vagões de carga e carros de passageiros de Minas Gerais, atualmente conta com apenas uma pequena parte dessa grande leva que transportou o progresso do Estado. 


Carros e vagões da E.F.O.M


Nos últimos meses tem sido abordados os diversos tipos de carros e vagões utilizados nas linhas da Estrada de Ferro Oeste de Minas. Todos os tipos foram listados aqui, com suas características,  morfologia, que carga carregavam e quantos restaram para a posteridade. Aqui são compilados todos os modelos de carros usados na "Bitolinha". Vagões também, é claro.

Clique no nome de cada carro ou vagão para visualizar maiores informações sobre o mesmo.

Gondolas


Gondola: Veículo usado para carregar minérios e outros produtos granulados que podem ficar expostos ao tempo. Na EFOM, era nomenclaturadas como "MC" (madeira, fabricação própria) e MD (metal, produzidas pela Fábrica Nacional de Vagões). Calcula-se que foram postas em operação cerca de 170 unidades, dos dois tipos diferentes, sendo que restaram menos de 10 para contemplação posterior. Foto da coleção de Hélio dos Santos Pessoa Jr.
Boxes


Boxe VB-69, em operação na RFFSA, no pátio de São João del-Rei, década de 1980. Essa classe de boxes era uma das mais antigas em operação, com alguns exemplares datando de 1910. Totalmente construídos em madeira, era utilizados para o transporte de mercadorias em geral que não poderiam ficar expostas ao tempo. Havia cerca de 100 deles em operação, dos quais restaram menos de cinco exemplares. Slide da coleção de Jorge A. Ferreira Jr.
Exemplar de boxe da Estrada de Ferro Leopoldina, ainda com truques de métrica, cuja frota dos mesmos foi cedida para a EFOM na década de 1970. Originalmente eram usados especialmente para o transporte de produtos inflamáveis em geral, mas adquiriram gama variada de serviços na EFOM, daí a origem do prefixo "TD" e não "VC". Foto da coleção de vários colaboradores.
Gaiolas


Gaiolas eram vagões de fabricação bastante simples, todas construídas nas oficinas da Oeste. Foram prefixadas na tablatura da RMV como KA, KB e KC, respectivamente, variando de acordo com o peso, capacidade e tara de cada tipo. Eram usados convencionalmente na RMV, mas com a volta para o transporte de minérios, esse tipo de vagão foi sendo deixado de lado. Algumas unidades persistiram apenas por conta do uso esparso para transporte de cavalos entre os sítios e chácaras á beira da ferrovia. Foto de Herbert Graf.
Tanques


Na EFOM, os tanques não tiveram tanta popularidade. No rescaldo da Rede Mineira de Viação na década de 1950, boa parte da frota já estava cortada e abandonada. Os tanques da série TA e TB (acima, o TB 4) eram utilizados para o transporte de líquidos inflamáveis enlatados, como gasolina ou querosene, e caixas de material explosivo, como fogos de artifício e derivados. Apenas essa unidade, retratada acima, sobreviveu para contar a história. Foto da coleção de Bruno Campos.
Os tanques de prefixo YB eram usados para carregar óleo BPF, para abastecer as locomotivas durante viagens longas e servir de depósito de combustível em estações isoladas. Foram fabricadas apenas duas unidades, construídas a partir de pranchas. Ambas sobreviveram á era cargueira, mas hoje se encontram sem uso. Foto de Cid Beraldo, década de 1980.
Guindastes


Os guindastes são equipamentos básicos de qualquer frota de trens. São eles quem ajudam em caso de obras ou acidentes na via férrea. A EFOM possui duas unidades; este, de fabricação inglesa ainda do século XIX, e outro, de 1925, produzido pela Industrial Brownhoist Corporation, Lackwanna, Michigan, esse último apresentando truques reforçados da Cobrasma S/A produzidos especialmente para a bitola de 0,76m. Ambos ainda existem, além de uma terceira unidade de 1926, oriunda da EFCB de bitola métrica, que atualmente se encontra abandonado. Foto da coleção do site VFCO Brazilia.
Carros-restaurante


O carro-restaurante era, basicamente, o estágio da composição onde os passageiros do trem faziam refeições. Na RFFSA, carros com essa morfologia eram identificados pela letra "G". Foto da coleção de diversos colaboradores.
Administração


Sempre de uso especial, os carros Administração, identificados pela letra "A", são exemplo do requinte sobre trilhos. Eram usados em viagens especiais, inspeções de linha e nas caudas de alguns trens. A EFOM já possuiu sete unidades em sua rota, sendo que cinco delas sobreviveram, e apenas três unidades se encontram devidamente conservadas. Foto da coleção de vários colaboradores.
Socorro


Os carros e vagões do Socorro tinham usos diversos. Eram usados como alojamento, cozinha (vide o RA-3 acima), depósito de ferramentas, dentre outros.Na EFOM, recebiam os prefixos RA e RB. Havia aproximadamente 20 unidades em operação, restando para a posteridade apenas quatro delas, uma em estado irrecuperável. Slide da coleção de Jorge A. Ferreira Jr.
Mortuário


Consta que a Estrada de Ferro Oeste de Minas possuía seus carros mortuários prefixados com a letra "J". A unidade original, o J-1, foi mandada embora para Curitiba para ficar em exposição estática num parque, onde ficou até se desmanchar. Esta outra unidade retratada acima foi trazida dos depósitos de Ribeirão Vermelho, e apresenta a letra "Z" da RFFSA. Juntamente com ele veio esta locomotiva Metropolitan-Vickers, único exemplar do modelo preservado em estado digno no Brasil. Foto de Hugo Caramuru.
Abertos


Os carros abertos funcionavam como lotações, tinham estrutura similar a do bonde e eram usados principalmente em trens de subúrbio. Eram identificados pelas letras DD.  Fizeram bastante uso na EFOM e na RMV, mas o serviço foi extinto pela VFCO na década de 1960. Nenhum exemplar foi preservado. Foto da coleção do coronel Duck.
Correio/Chefe do Trem


Esses carros seguiam logo atrás da locomotiva e tinham a utilidade para transportar correspondencia e alojar a tripulação do trem que ficava nos carros em contato com os passageiros. Recebiam a letra "F". Na EFOM, estima-se que houve 20 unidades. Restaram duas. Foto de Guido Motta.
Misto


Carros mistos são carros que abrangem a 1ºClasse (B) e a 2º (C) em um único veículo. Atualmente restaram duas unidades, que são prefixadas com a letra "E". Havia mistos também em meio ás cargas, tais como os boxes especializados em transportar bagagens +animais, representados pela letra "H", dos quais restou apenas uma unidade. Foto da coleção de NEOM-ABPF.
Prancha


Pranchas serviam para propósitos diversos de carga. Acima, um exemplar de prancha PA, usada para carregar minério. Havia também os exemplares PB, com a borda mais baixa. Os exemplares clássicos do tipo de vagão, sem bordas, eram usados para carregar tijolos e sacos, e recebiam os prefixos QA e QB. Um exemplar foi mantido. Foto de Guido Motta.
Dormitório

Os carros-dormitório (conhecidos como carros-leito nas companhias maiores) eram usados na EFOM para acomodar passageiros em viagens longas durante a noite. Com a erradicação de mais de 500km de via férrea em 1966, eles foram sendo deixados de lado. Eram identificados na tablatura de prefixos pela letra "D". Apenas a unidade acima, o D-2, foi preservada na cidade de Antonio Carlos, apesar de pintado erroneamente como sendo da "estrada de ferro mais estreita do mundo" (E.F Perus-Pirapora, Tramway da Cantareira e diversas banana railways de fazendas em Santos e Guarujá usavam bitolas menores). Autor desconhecido.

sábado, 8 de dezembro de 2012

São João del-Rei, 299 anos

Hoje são comemorados os 299 anos da emancipação a vila da cidade que a abriga o trenzinho de bitola estreita da EFOM. Parabéns, cidade querida.

Centro, nos arredores da Estação Ferroviária, em 1974.

Chafariz da Legalidade, em 1974.

Cruz e vista do Córrego do Lenheiro, 1974.

Igreja de São Francisco, 1974.

Futuro Memorial Tancredo Neves, 1974.

Prefeitura, ao lado a atual Câmara de Vereadores, e adjacências, 1974.

Vista geral do centro da cidade, 1974.

Memorial a Tiradentes na praça na Av. Tancredo Neves, 1974.

Ponte da Cadeia e Câmara de Vereadores, 1974.

Ponte da Cadeia e Córrego do Lenheiro, 1974.
Todas essas belas fotografias foram cedidas pelo sr. Roberto Braga a todos os amantes dessa linda cidade.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Carros e vagões da Oeste de Minas - Misto

Na maior parte dos casos, uma ferrovia é criada ou instaurada em determinada região com o intuito de transportar cargas ou passageiros entre duas ou mais localidades. E o que seria da companhia ferroviária sem uma boa frota de vagões? São eles que acompanhados da locomotiva formam o conjunto ao qual denominamos "trem". Na EFOM não era diferente. A companhia, que já chegou a ter a maior frota de vagões de carga e carros de passageiros de Minas Gerais, atualmente conta com apenas uma pequena parte dessa grande leva que transportou o progresso do Estado. 



Carros mistos da E.F.O.M


Os carros mistos não se diferenciavam em nada dos demais carros tradicionais (1ºa Classe - B, 2ºa Classe - C), em sua aparência externa. Basta olhar ao seu interior porém, para notar as marcantes divergências. O veículo é dividido em dois compartimentos, um deles com poltronas de 1º Classe, estofadas com couro, e a outra seção do tal carro tem características dos demais carros de 2º Classe, com poltronas de madeira mais robustas, sem reclinação e/ou estofamento.  Recebiam na tablatura de prefixos da RMV a letra "E". Não havia nada de mais em seu desempenho e/ou função. É desconhecido o número de carros mistos que circularam na bitola estreita da Estrada de Ferro Oeste de Minas. Porém, quando houve sucateamento em massa de carros de passageiros promovido pela Viação Férrea do Centro-Oeste (VFCO), a maioria desses exemplares de carro misto também foi transformada e lenha. Dois exemplares, o E-4 e o E-7, foram preservados e se encontravam em operação até sete anos atrás, quando foram retirados de operação por parte da Ferrovia Centro-Atlântica. Hoje se encontram em estado silente de repouso na carpintaria do Complexo Ferroviário, e não se sabe se há projetos para recolocar o material em operação novamente. 

Na cauda do trem, o carro E-7, ainda em operação nos trens da Ferrovia Centro-Atlântica, um dia chuvoso da década de 2000. Acervo NEOM-ABPF.
No mesmo dia e no mesmo trem, o carro E-4 em operação simultânea na "bitolinha". Foto da coleção da NEOM-ABPF.
Aqui, interior do carro misto "E". Onde está o fotógrafo, é o compartimento da segunda classe (C), e ao fundo, o recinto da primeira classe (B). Foto da coleção de vários colaboradores.


Vagões mistos da E.F.O.M


Os vagões não ficaram atrás dos carros no quesito praticidade em desenvolvimento de material rodante misto na EFOM. Um modelo de boxe, usado para carregar bagagem e animais ao mesmo tempo, chegou ás linhas da "Bitolinha". Concebidos ainda pela EFOM na década de 1920, receberam na prancheta de prefixos a letra "H". Eram basicamente divididos em dois compartimentos: Um para carregar malas e bolsas, assim como bagagens em geral. O outro era maior e equipado, usado para carregar bovinos e equinos que não podiam ter contato com animais comuns que eram transportados nas gaiolas KB e KC (gado de corte e cavalos de raça, por exemplo).que transportavam o gado simples das fazendas ao longo das cidades em que o trem atendia. Porém, com o tempo, eles foram se esgotando. Alguns foram modificados para boxes convencionais ou destruídos implacavelmente. Apenas um exemplar, o H-4, sobreviveu á era intensiva do transporte de cargas, mas não foi escolhido para preservação, e agora jaz no pátio á espera do reparo que não é sabido quando se vai chegar.

Dois aspectos diferentes do H-4; acima, em 1994, ainda em relativo estado de conservação, e abaixo, quinze anos mais tarde, em estado severo de conservação. Fotos de Hugo Caramuru e Bruno Campos, respectivamente.



Há ainda também, esse curioso exemplar de vagão, usado como socorro na VFCO e conhecido popularmente entre os ferroviários como vagão "madrinha".

O RB-7 fazia parte das composições de socorro. Era usado para carregar truques recém-fabricados ou acidentados que se soltaram de vagões. Meio prancha, meio carro, costuma confundir os leigos, mas basicamente é um carro devido á configuração dos truques (apresenta amortecedor). Não se sabe ao certo que fim levou, mas acredita-se que foi convertido para ser um carro convencional. Foto de Walther Serralheiro.



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A fantástica fábrica de locomotivas em Sete Lagoas


   Após a completa revitalização das instalações de sua unidade e seleção da melhor equipe de trabalho, a Electro-Motive Diesel (EMD), uma subsidiária da Progress Rail Services, empresa da Caterpillar, tem a satisfação de anunciar a inauguração oficial de sua fábrica de locomotivas em Sete Lagoas, Minas Gerais.
A Progress Rail e a EMD anunciaram a escolha do local em julho de 2011 e começaram a trabalhar com afinco a partir de março deste ano. Durante este curto período, já foram produzidas novas locomotivas diesel-elétricas para o mercado brasileiro. A unidade de Sete Lagoas é a primeira fábrica de locomotivas da EMD a ser instalada no Brasil. Este é um marco que demonstra a abordagem estratégica da Progress Rail e da Electro-Motive Diesel no sentido de competir e ter sucesso no setor ferroviário em nível global. 

O primeiro modelo de locomotiva a sair da nova fábrica da EMD são as SD-70ACe, encaminhadas para a empresa de logística Eldorado, subsidiária da América Latina Logística (ALL).
Aqui, as novas locomotivas SD-70, já com pintura da Eldorado. Foto de Landerson Egg.
"Nós nos comprometemos com nossos clientes em fornecer as locomotivas mais confiáveis, duráveis e sustentáveis do mercado atual. Com a inauguração de nossa fábrica em Sete Lagoas, vamos levar essa promessa a um patamar ainda mais alto, não só oferecendo soluções de transporte ferroviário a um custo eficaz, mas também trabalhando com a melhor equipe no Brasil," declarou Billy Ainsworth, Presidente e CEO da Progress Rail e da EMD. "Sentimo-nos orgulhosos por estar em Sete Lagoas hoje, comemorando a inauguração oficial de nossa fábrica de locomotivas. Pretendemos fazer parte da prosperidade econômica desta comunidade durante muitos anos," disse Ainsworth. "Montamos um grupo experiente e dedicado de funcionários locais, que estão entusiasmados em atender às necessidades de nossos clientes. À medida que desenvolvermos nossos negócios e aumentarmos nossa capacidade adicional de fabricação, a Progress Rail e a EMD ficarão cada vez mais preparadas para produzir e dar assistência à maior população mundial de locomotivas."

Um clássico da EMD são as belas locomotivas SD-18, em operação há mais de 50 anos nas linhas de bitola larga da EFCB, RFFSA e posteriormente MRS. Foto de Luan Guzella.

"Queremos agradecer aos nossos funcionários, aos nossos clientes, à comunidade de Sete Lagoas, ao Estado de Minas Gerais e ao Brasil por seu apoio", disse Dan Hanback, Vice-Presidente Sênior de Operações da EMD. " É uma grande experiência para nós fazer parte da comunidade de Sete Lagoas, bem como da grande nação brasileira," declarou Manoj Mehta, Vice-Presidente de Operações de Locomotivas da EMD. "Nosso objetivo é ampliar nossos negócios e a equipe no Brasil, para atender melhor nossos clientes."
Sobre a Progress Rail e a Electro-Motive Diesel
A Progress Rail Services, uma subsidiária da Caterpillar Inc., é líder no fornecimento de locomotivas remanufaturadas, bem como de produtos e serviços de vagões para o setor ferroviário, operando uma das mais extensas redes de serviços e fornecimento para o setor na América do Norte. Servimos aos nossos clientes por meio de uma rede de mais de 165 localidades nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Itália, Alemanha e Reino Unido, com mais de 8.000 funcionários. O escritório central da Progress Rail Services está localizado emAlbertville, Alabama.
Por meio da aquisição da Electro-Motive Diesel (EMD), a Progress Rail expandiu sua presença global, ampliando seu compromisso em oferecer produtos e serviços que são líderes no setor. Fundada em 1922, a EMD é originalmente fabricante de equipamentos de locomotivas diesel-elétricas. Com sede em LaGrange, Illinois (EUA), a EMD projeta, fabrica e vende locomotivas diesel-elétricas para todas as aplicações comerciais ferroviárias e é fornecedora global de motores diesel para propulsão marítima, plataformas de prospecção de petróleo offshore e terrestres, bem como de geração estacionária de energia. A empresa é a única fabricante de locomotivas diesel-elétricas que já produziu mais de 72.500 motores e tem a maior base instalada no mundo todo. A EMD também tem uma extensa atividade de oferta de peças de reposição, soluções de manutenção e uma ampla variedade de serviços que agregam valor a seus clientes.
Para maiores informações, acesse o site da EMD ou o da Progress Rail.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

ALL: A gente nunca pára... Mas será que pára dessa vez?

O portal online Rede Bom Dia publicou uma matéria polêmica onde um procurador afirma que quer retirar os trens da empresa de tráfego devido a descumprimento de normas. Confira a matéria abaixo:



Procurador cobra ALL e promete parar trens

Pedro Antônio de Oliveira Machado diz que interrupção de tráfego, mesmo que necessária, amplia riscos
Por Rodrigo Viudes 
   "Até o final da tarde de sexta-feira (23), o processo que tramita na 1ª Vara da Justiça Federal de Bauru contra a ALL (América Latina Logística) ainda não havia recebido nenhuma movimentação, desde o despacho do juiz, protocolado no último dia 13.
  Pela decisão, a concessionária responsável pelo trecho ferroviário em Bauru tinha cinco dias para apresentação de um projeto aprovado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e mais cinco para a entrega de um cronograma físico de execução das obras de manutenção.
  Caso não cumpra a determinação (pode ter havia algum protocolo ao processo, fora da comarca de Bauru), a ALL pode ser punida com a interrupção do tráfego de trens, a exemplo do que ocorreu em 5 de julho deste ano. Curiosamente, mesmo o Procurador da República, Pedro Antonio de Oliveira Machado, que pediu a punição, deferida integralmente pela Justiça Federal, a considera com reservas.
  “Parar os trens é pior ainda. O que deixa de ser carregado pelos trilhos vai para as rodovias”, considerou. “Por mais que acidentes aconteçam com a ALL, os riscos para as rodovias são insuperáveis”, comparou.
  O procurador ainda foi além. Disse que “com os trens, a emissão de poluição é bem menor que o da quantidade equivalente de caminhões para transportar a mesma carga”.
  Apesar da defesa ao transporte ferroviário, Machado diz que não vai titubear em fazer valer a penalidade que pediu caso a ALL não apresente a documentação exigida pela Justiça Federal. “Aí vou pedir para parar mesmo”.

Sinalização / O procurador diz esperar que a ALL entregue o projeto de execução de sinalização das passagens de nível, cuja aprovação a ANTT diz não ter ocorrido por deficiências técnicas de responsabilidade da própria concessionária.

“É o que estou aguardando até agora. Isso faz parte do termo que a empresa assinou e não cumpriu”, cobrou.

A ALL informou por meio de sua assessoria de imprensa que todos os procedimentos exigidos pela Justiça Federal foram  efetuados e que uma carta da ANTT será anexada à ação."



Pois é. Mesmo com os acidentes que povoam as conversas na comunidade ferroviária, e a ALL ás vezes seja sinônimo de companhia perigosa, retirar os trens de circulação vai trazer prejuízos ás empresas que se valem da ferrovia para escoar seus produtos. A rodovia tem sido a pior opção para o Brasil há anos. Se a ALL parar, o comércio de mercadorias na mesorregião de Bauru vai ficar estagnado. Portanto, é altamente recomendável que a empresa regularize sua situação com a ANTT, antes que o tráfego de trens pare de vez.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A saga das locomotivas "Little Joe" no Brasil (pano rápido)


Little Joe ou Russa foi um tipo de locomotiva elétrica construída pela General Electric para exportação para a União Soviética em 1946. As 20 locomotivas acabaram sendo remetidas para ferrovias Norte-Americanas e para a Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF) por causa da quebra de relações comerciais entre os EUA e a URSS durante a Guerra Fria.. Nos EUA os ferroviários se referem a ela como Little Joe Stalin's locomotives que com o tempo acabou sendo simplificado para apenas Little Joe. Doze locomotivas foram para a Milwaukee Road, três para a Chicago, South Shore and South Bend Railroad (South Shore), e as outras cinco foram compradas pela CP.
Quatorze foram construídas para a URSS em bitola larga (1,520mm), e as outras seis em bitola Standard (1,435mm). As Russas tem doze eixos, oito deles motorizados ou seja, no padrão AAR são denominadas 2-D+D-2. Foram projetadas para operar na Ferrovia Soviética SZD em 3300V DC por catenária.

Locomotiva Nº6453 em plena operação na malha paulista. Bonitas e imponentes, essas máquinas impressionavam pelo tamanho e pela potência. Foto da coleção de Vanderlei Zago.
Em um dia qualquer de operações da FEPASA, a visão do maquinista que conduzia a "Russian" pelas linhas de bitola larga. Foto da coleção de Vanderlei Antônio Zago.

A CPEF converteu suas Litlle Joe para bitola larga (1,600mm). Elas ficaram conhecidas no Brasil por "Russas". Quando a Paulista se tornou parte da FEPASA em 1971, as Russas foram transferidas para a nova companhia. Continuaram operando até 1999, com a retirada criminosa da catenária das linhas em São Paulo pela Ferroban, sucessora da Fepasa. Eram as últimas representantes das Little Joe ainda operando comercialmente. Com a privatização a Fepasa se tornou Ferroban, e imediatamente a catenária foi removida, as elétricas paralisadas. Hoje, para nenhuma surpresa, nenhuma encontra-se preservada no Brasil.
Abaixo pode-se conferir maiores informações sobre as cinco unidades de locomotivas Little Joe que vieram para a FEPASA, como eram e que fim levaram. Veja: 

Locomotiva Nº6451
Preservada? Não.
Possibilidade de restauração: Neutralizada.

No canto mais escondido do galpão, a locomotiva Nº6451 junto com outras companheiras de tração, na década de 1980. Hoje, o estado desse maquinário é lamentável. Foto da coleção de vários colaboradores.
Locomotiva Nº6452
Preservada? Não sei se pode se chamar assim.
Possibilidade de restauração: Remota, mas ainda existente.

Jogada á um canto do complexo ferroviário de Jundiaí, a locomotiva Nº6452 aguarda socorro silenciosamente. Está sem truques, mas é a locomotiva da série em melhor estado-geral de conservação, apresentando a carcaça em bom estado. Foto de Israel Silva, em 2006.
Locomotiva Nº6453
Preservada? Não.
Possibilidade de restauração: Neutralizada.

Locomotiva Nº6453 na tração dupla com uma "V-8" (atrás) também conhecida pelos paulistas como locomotiva "focinho de porco", nos trens cargueiros da FEPASA. Foto da coleção de Vanderlei Zago.
Locomotiva Nº6454 (Engº Jayme Cintra)
Preservada? Não.
Possibilidade de restauração: Neutralizada.

Aqui, a locomotiva Nº6454 passa imponente no pátio (Campinas ou Jundiaí?), na década de 1980. Fotografia da coleção de Vanderlei Zago. *Essa locomotiva apresenta pára-brisa diferenciado, adaptado de V-8, devido à um acidente ocorrido anos antes.
Locomotiva Nº6455
Preservada? Não é a palavra adequada.
Possibilidade de restauração: Remota.

Em um dia de chuva, a locomotiva Nº6455 no trem cargueiro.Nessa época ela ainda usava pantógrafos do tipo "balão", substituídos anos depois. Hoje, essa locomotiva é a única que ainda permanece junta de suas rodas, porém está em delicado estado de conservação. Foto de Vanderlei Zago. 
As locomotivas Nº6452 e 6455 ainda apresentam possibilidade de recuperação, ainda que remotas. Das locomotivas Nº6451,6453 e 6454, quase nada restou. Foram saqueadas e sucateadas, e suas cascas se encontram jogadas e capotadas pelo pátio de Triagem Paulista, em Bauru-SP.